A síndrome de Patau, também conhecida como trissomia do cromossomo 13, é uma condição genética rara caracterizada por alterações no desenvolvimento do organismo ainda durante a gestação.
Ela está entre as principais causas de malformação congênita grave, afetando múltiplos órgãos e sistemas.
Essa síndrome ocorre quando há uma cópia extra do cromossomo 13 nas células do indivíduo, o que interfere diretamente no desenvolvimento fetal.
De acordo com instituições como o Centers for Disease Control and Prevention e o National Institutes of Health, a condição é considerada rara, mas com impacto significativo na saúde e na expectativa de vida.

O que causa a trissomia do cromossomo 13?
A trissomia do cromossomo 13 acontece devido a um erro na divisão celular durante a formação do embrião. Esse erro faz com que o bebê tenha três cópias do cromossomo 13, em vez de duas.
Na maioria dos casos, essa alteração genética ocorre de forma espontânea, sem que haja histórico familiar.
Ou seja, não é algo que os pais “transmitem” diretamente, mas sim uma falha genética que acontece no início da gestação.
Entre os principais fatores de risco para a síndrome de Patau, destaca-se a idade materna avançada.
Mulheres com mais de 35 anos apresentam maior probabilidade de alterações cromossômicas durante a gravidez. Ainda assim, a síndrome pode ocorrer em qualquer gestação.
Existem diferentes formas da condição:
- Trissomia completa (mais comum);
- Mosaicismo (quando apenas parte das células é afetada);
- Translocação (quando há rearranjo genético).
Essas variações podem influenciar a gravidade do quadro clínico.
Principais características da síndrome de Patau
A síndrome de Patau é uma condição genética rara e grave que provoca alterações estruturais e funcionais no organismo. As características podem variar, mas geralmente incluem múltiplas malformações congênitas.
Entre os sinais mais comuns estão:
- Malformações no sistema nervoso central;
- Alterações no coração (cardiopatias congênitas);
- Lábio leporino e/ou fenda palatina;
- Microcefalia (cabeça menor que o esperado);
- Alterações nos olhos, podendo incluir ausência ou malformação;
- Polidactilia (dedos extras nas mãos ou pés);
- Baixo peso ao nascer.
Além disso, muitos bebês apresentam atraso significativo no desenvolvimento e dificuldades para respirar, se alimentar e manter funções vitais.
Síndrome de Patau tem cura?
Atualmente, a síndrome de Patau não tem cura. Ainda não é possível reverter a trissomia do cromossomo 13.
O tratamento é voltado para o cuidado dos sintomas e para a melhoria da qualidade de vida do paciente.
Isso pode incluir acompanhamento médico contínuo, intervenções cirúrgicas em alguns casos e suporte multiprofissional.
A abordagem varia de acordo com a gravidade do quadro e as necessidades individuais de cada criança.
É possível prevenir a síndrome de Patau?
Não existe uma forma garantida de prevenir a síndrome de Patau, já que ela ocorre, na maioria das vezes, de maneira espontânea.
No entanto, o acompanhamento pré-natal adequado é essencial para identificar possíveis alterações ainda durante a gestação.
Em alguns casos, o aconselhamento genético pode ser indicado, especialmente para famílias com histórico de alterações cromossômicas.
Manter hábitos saudáveis durante a gravidez e realizar todos os exames recomendados ajuda na detecção precoce e no planejamento do cuidado.
Diagnóstico da trissomia do cromossomo 13
O diagnóstico da síndrome de Patau pode ser feito ainda durante a gestação ou após o nascimento.
Mesmo sendo uma condição grave, o diagnóstico precoce da trissomia do cromossomo 13 permite que a família receba orientação adequada e acompanhamento especializado desde o início.
O suporte médico, psicológico e social é fundamental para ajudar no enfrentamento da condição e garantir o melhor cuidado possível.
Durante o pré-natal, exames de imagem, como ultrassonografia, podem identificar sinais sugestivos da condição, como malformações estruturais. Para confirmação, são realizados exames genéticos, como:
- Cariótipo fetal;
- Amniocentese;
- Biópsia de vilo corial.
Após o nascimento, o diagnóstico é confirmado por meio de análise cromossômica.
Nesse contexto, iniciativas como a Rede Genoma Nordeste têm papel importante no avanço do diagnóstico genético no Brasil, contribuindo para maior precisão na identificação de doenças raras e no suporte às famílias.
CID da síndrome de Patau
A Síndrome de Patau, ou Trissomia do cromossomo 13, é classificada na CID-10 sob o código Q91 (Síndrome de Edwards e síndrome de Patau).
Quanto tempo vive uma pessoa com síndrome de Patau?
A expectativa de vida de pessoas com síndrome de Patau é, infelizmente, reduzida. De acordo com dados do Centers for Disease Control and Prevention, muitos bebês não sobrevivem além das primeiras semanas de vida.
Estima-se que:
- Grande parte dos casos evolui para óbito ainda no primeiro mês;
- Uma parcela menor pode sobreviver até o primeiro ano;
- Casos raros, especialmente de mosaicismo, podem apresentar sobrevida maior.
A sobrevida depende diretamente da gravidade das malformações e do suporte médico disponível.
FAQ sobre síndrome de Patau
A síndrome de Patau é hereditária?
Na maioria dos casos, não. Ela ocorre por alterações genéticas espontâneas durante a formação do embrião.
Toda trissomia do cromossomo 13 é igual?
Não. Existem formas diferentes, como trissomia completa, mosaicismo e translocação, que variam em gravidade.
É possível detectar a síndrome ainda na gravidez?
Sim. Exames de pré-natal, especialmente ultrassonografia e testes genéticos, podem identificar a condição antes do nascimento.
A síndrome de Patau causa dor no bebê?
Depende do quadro clínico. Por exemplo, cada caso deve ser avaliado individualmente, com foco em cuidados paliativos quando necessário.
O teste do pezinho detecta síndrome de Patau?
Não. O teste do pezinho não detecta a síndrome de Patau, pois ele é um exame de triagem neonatal voltado para identificar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas específicas, mas não analisa alterações cromossômicas.
O diagnóstico da síndrome de Patau, também chamada de trissomia do cromossomo 13, é feito por exames genéticos, como o cariótipo, que avaliam a quantidade e a estrutura dos cromossomos. Em muitos casos, a condição já pode ser identificada ainda durante o pré-natal.