Retocolite Ulcerativa (RCU): conheça as causas, sintomas e como tratar a doença

Dor abdominal, inflamação no reto e no cólon, pus e até mesmo sensação de evacuação incompleta. Esses são apenas alguns dos sintomas da Retocolite Ulcerativa (RCU), uma doença rara, de característica inflamatória intestinal crônica e que merece bastante atenção.

Neste texto serão abordadas as causas, o tratamento e a incidência da Retocolite, uma Doença Inflamatória Intestinal (DII).

Quando um paciente apresenta episódios frequentes de inflamação em áreas como a mucosa e a submucosa do cólon e do reto, há um indicativo da Retocolite estar presente no organismo.

O que causa a retocolite ulcerativa?

Entre as causas principais para o diagnóstico estão fatores como:

  • Predisposição genética;
  • Componentes ambientais (dieta ocidental, estilo de vida urbano);
  • Flora intestinal do indivíduo.

Apesar de serem vistos casos entre homens e mulheres, há um leve predomínio entre homens dos 20 aos 40 anos, porém seu quadro clínico pode ser iniciado em qualquer idade. Na América do Sul, há uma incidência estimada de 3,8 a 6,7 casos por 100 mil habitantes anualmente.

Sintomas da Retocolite

O sintoma predominante é a diarreia sanguinolenta, presente em cerca de 90% dos pacientes, acompanhada de tenesmo (vontade permanente de evacuar).

Além disso, outros sintomas da Retocolite incluem:

  • Urgência evacuatória;
  • Muco;
  • Pus;
  • Sensação de evacuação incompleta, cólica e dor abdominal;
  • Em caos mais duradouros, o paciente pode apresentar febre, anemia e perda de peso.

Manifestações em outras partes do corpo também podem ser percebidas, como artropatia (inflamação responsável pelo desgaste das cartilagens que envolvem os ossos) e uveíte (inflamação no revestimento pigmentado dos olhos). Esses sintomas, com grau de incidência em até 10% dos casos.

Tratamento da Retocolite

A primeira etapa do tratamento da Retocolite é feita por meio de medicamentos do grupo dos Aminossalicilatos, pois eles atuam para diminuir a inflamação na região afetada. A medicação é administrada por via oral ou retal (através de sachês, enemas ou supositórios).

Entretanto, quando o paciente não apresenta avanço, o uso de Corticosteroides (como prednisona ou budesonida-MMX) passa a ser feito. A medicação passa a ser intravenosa em pacientes com Retocolite grave.

Qual a gravidade da Retocolite Ulcerativa?

Sempre que se investiga os sintomas de uma doença, é importante ter em mente a gravidade que ela possui. A Retocolite Ulcerativa pode ser estratificada em três fases, cada uma com um grau mais elevado de risco a saúde do que a anterior:

Classificação de Gravidade da Retocolite:

• Leve: até 3 evacuações por dia, sem comprometimento sistêmico;
• Moderada: mais de 4 evacuações por dia;
• Grave/fulminante: diarreia abundante, sangramento, febre, taquicardia e anemia significativa

Além de dores abdominais, paciente pode apresentar perda de peso, anemia e febre

A retocolite tem cura?

Não, a retocolite ulcerativa é uma doença crônica e não tem cura. Entre os pacientes com esse quadro clínico ocorrem períodos de remissão, quando a inflamação é controlada e se torna assintomático. Porém, isso não impede o surgimento de novas crises.

Para que os sintomas da Retocolite não reapareçam é recomendável o acompanhamento médico. Um profissional é quem pode guiar o paciente no tratamento e remissão da doença. Contudo, vale ressaltar que o controle da Retocolite é importante pois ela é responsável pelo aumento nas chances de desenvolvimento do câncer de cólon.

Retocolite Ulcerativa: complicações e CID da doença inflamatória

A retocolite ulcerativa (RCU) pode levar a complicações severas, como hemorragias intensas, colite fulminante (quando há uma grave inflamação do cólon), megacólon tóxico (quadro de dilatação do cólon que pode levar a perfuração) e um risco aumentado de cancro colorretal. Para quem está em busca de tratamento ou apresenta algum sintoma é aconselhável procurar um médico para a RCU, que é registrada com o CID K51.

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O que é o Câncer?

Câncer é um tumor com crescimento descontrolado e invasivo. Ou seja, todo câncer é um tumor, mas nem todo tumor é um câncer.

O que é o Tumor?

Tumor se refere a uma “massa” de crescimento anormal em parte do corpo. Compreende-se isso como algo maligno ou benigno.

Por que eu deveria considerar o teste genético para meu filho(a) ou para mim?

As doenças raras genéticas são herdadas dos pais para os filhos. Algumas alterações são herdadas apenas de um dos pais (doenças dominantes) e outras precisam ser herdadas de ambos pais (doenças recessivas). Assim, é importantíssimo saber como a hereditariedade contribui para a ocorrência das doenças em investigação e o risco de recorrência destas doenças em outros filhos.

Como acontece o diagnóstico de doenças genéticas?

O exame genético é solicitado por algum médico ou aconselhador genético. Os testes são feitos a partir do sangue (igual os de exames de rotina) e a amostra é enviada para o laboratório qualificado.

O teste genético tem sido solicitado para confirmar erros genéticos para doenças raras que já tem tratamento medicamentoso ou de cuidado com foco na qualidade de vida. Mas, a solicitação do teste tem crescido para doenças recorrentes em famílias ou sob investigação científicas.

O exame é realizado através do sequenciamento do DNA, com a técnica de sequenciamento de nova geração (NGS), que é capaz de analisar com precisão e exatidão as sequências e identificar alterações (mutações), se houver.

A interpretação das variantes geneticas (alteracões DNA) leva em consideração os sintomas (fenotipos) que os pacientes apresentam e o conhecimento já estabelecido, pois nem toda variante encontrada está associada a doenças (patogênica). Algumas variantes (benignas) são normais e expressão apenas a nossa diversidade genética.

O exame pode demorar algum tempo até ficar pronto, semanas ou meses, depende do tipo de exame.

O que é o DNA?

DNA é uma molécula que carrega as informações genéticas que estão em todas as células do corpo humano e que são transmitidas dos pais para os filhos. Essas moléculas possuem sequências exatas e se houver alteração em alguma sequência (mutação) específica, existe a possibilidade do desenvolvimento de doenças genéticas.

O que é teste genético?

O teste genético é um exame laboratorial realizado a partir de sangue do paciente , com o objetivo de analisar o DNA do indivíduo e buscar alterações (mutações) que possam ser a causa da doença (doença monogênica) ou estar contribuindo para o desenvolvimento de doenças complexas (de múltiplas causas) cardíaca, neurológica, hematológica, oncológica