Fibrose Cística: o que é, sintomas e tratamento da doença

A Fibrose Cística possui diversos sintomas, dentre eles, manifestações respiratórias
A tosse crônica é um dos sintomas da Fibrose Cística

A fibrose cística (FC) é uma doença genética rara, crônica e potencialmente letal, causada por mutações no gene CFTR, herdado em padrão autossômico recessivo. Ela afeta cerca de 100 mil pessoas no mundo. A disfunção do CFTR altera o transporte de sal e água pelas células, levando à produção de muco espesso que compromete principalmente pulmões, pâncreas, intestino, fígado e o sistema reprodutivo.

Sintomas da Fibrose Cística

Devido a esse comportamento, a fibrose cística apresenta sintomas dos mais diversos nos pacientes. Os sintomas variam entre indivíduos e dependem do tipo de mutação. Os mais comuns incluem:

Respiratórios:

  • tosse crônica;
  • pneumonias de repetição;
  • infecções e inflamação pulmonar;
  • bronquiectasias;
  • sinusites.

Digestivos:

  • má absorção de nutrientes;
  • fezes volumosas e gordurosas;
  • desnutrição;
  • íleo meconial em recém-nascidos.

Além dos citados acima, outros sintomas envolvem perda de sal pelo suor, atraso do crescimento, diabetes relacionada à Fibrose Cística e infertilidade, especialmente no caso dos homens.

Diagnóstico

Para se construir um diagnóstico sobre a doença é necessário fazer uma triagem neonatal, quando se mede a dosagem de IRT no teste do pezinho. A confirmação é feita através do teste de suor e se obtém o padrão-ouro quando há aumento de cloreto no suor. Exames genéticos também identificam variantes do CFTR, mas nem sempre detectam todas. Em alguns casos, achados são inconclusivos, levando ao diagnóstico de CRMS/CFSPID.

Complicações frequentes para os portadores da Fibrose Cística:

● Infecções pulmonares crônicas (Staphylococcus, Pseudomonas).
● Diabetes, doença hepática, obstruções intestinais, osteoporose, infertilidade.
● Pneumotórax, hemoptise, hipertensão portal, falência respiratória.

Fibrose Cística: tratamento

O tratamento da Fibrose Cística se dá de maneira multidisciplinar. Dessa maneira, destaca-se o cuidado nas áreas de pneumologia, gastroenterologia, nutrição, fisioterapia, psicologia e suporte social. Sendo assim, as principais abordagens envolvem fisioterapia respiratória diária e exercícios para auxílio na respiração.

Além disso, é recomendado o uso de broncodilatadores, solução salina hipertônica, dornase alfa e antibióticos (orais, inalatórios ou intravenosos) conforme infecções. Manter a vacinação atualizada e, em casos avançados, adotar tratamento via oxigenoterapia.

Para problemas no trato digestivo e nutrição, a administração de suplementos de enzimas pancreáticas em todas as refeições, além de uma dieta hipercalórica, rica em proteínas e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Por fim, tratamentos para constipação e obstrução intestinal são importantes no processo de tratamento.

Os moduladores do CFTR também são medicamentos que atuam na proteína defeituosa, beneficiando cerca de 90% dos pacientes: ivacaftor, lumacaftor/ivacaftor, tezacaftor/ivacaftor, lexacaftor/tezacaftor/ivacaftor (o mais eficaz).

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O que é o Câncer?

Câncer é um tumor com crescimento descontrolado e invasivo. Ou seja, todo câncer é um tumor, mas nem todo tumor é um câncer.

O que é o Tumor?

Tumor se refere a uma “massa” de crescimento anormal em parte do corpo. Compreende-se isso como algo maligno ou benigno.

Por que eu deveria considerar o teste genético para meu filho(a) ou para mim?

As doenças raras genéticas são herdadas dos pais para os filhos. Algumas alterações são herdadas apenas de um dos pais (doenças dominantes) e outras precisam ser herdadas de ambos pais (doenças recessivas). Assim, é importantíssimo saber como a hereditariedade contribui para a ocorrência das doenças em investigação e o risco de recorrência destas doenças em outros filhos.

Como acontece o diagnóstico de doenças genéticas?

O exame genético é solicitado por algum médico ou aconselhador genético. Os testes são feitos a partir do sangue (igual os de exames de rotina) e a amostra é enviada para o laboratório qualificado.

O teste genético tem sido solicitado para confirmar erros genéticos para doenças raras que já tem tratamento medicamentoso ou de cuidado com foco na qualidade de vida. Mas, a solicitação do teste tem crescido para doenças recorrentes em famílias ou sob investigação científicas.

O exame é realizado através do sequenciamento do DNA, com a técnica de sequenciamento de nova geração (NGS), que é capaz de analisar com precisão e exatidão as sequências e identificar alterações (mutações), se houver.

A interpretação das variantes geneticas (alteracões DNA) leva em consideração os sintomas (fenotipos) que os pacientes apresentam e o conhecimento já estabelecido, pois nem toda variante encontrada está associada a doenças (patogênica). Algumas variantes (benignas) são normais e expressão apenas a nossa diversidade genética.

O exame pode demorar algum tempo até ficar pronto, semanas ou meses, depende do tipo de exame.

O que é o DNA?

DNA é uma molécula que carrega as informações genéticas que estão em todas as células do corpo humano e que são transmitidas dos pais para os filhos. Essas moléculas possuem sequências exatas e se houver alteração em alguma sequência (mutação) específica, existe a possibilidade do desenvolvimento de doenças genéticas.

O que é teste genético?

O teste genético é um exame laboratorial realizado a partir de sangue do paciente , com o objetivo de analisar o DNA do indivíduo e buscar alterações (mutações) que possam ser a causa da doença (doença monogênica) ou estar contribuindo para o desenvolvimento de doenças complexas (de múltiplas causas) cardíaca, neurológica, hematológica, oncológica