O que é a síndrome de Dandy-Walker? Ela tem cura?

A Malformação de Dandy-Walker é uma anomalia congênita rara do desenvolvimento do sistema nervoso central, caracterizada por alterações estruturais na região da fossa posterior do crânio, que comprometem principalmente o cerebelo e o quarto ventrículo.

A Síndrome de Dandy-Walker pode aparecer de forma clara no paciente ou mesmo passar despercebida. Geralmente, ela é detectada ainda na gestação, por ultrassom, ou nos primeiros 2 anos de vida da criança. Em caso mais leve, a síndrome pode ser identificada somente na fase adulta.

Essa é uma condição considerada rara pois tem incidência de cerca de 1 para 25/30 mil nascidos vivos.

O que é síndrome de Walter?

O que causa a Síndrome de Dandy-Walker ainda não é de total conhecimento. O quadro clínico pode variar amplamente, dependendo da gravidade da malformação e da presença de outras alterações neurológicas associadas.

As principais características anatômicas da Síndrome de Dandy-Walker incluem:

  • Hipoplasia ou agenesia do vermis cerebelar
  • Dilatação cística do quarto ventrículo
  • Aumento do tamanho da fossa posterior

Os sintomas da Síndrome de Dandy-Walker geralmente se manifestam na primeira infância. Isso pode ser observado pelo atraso no desenvolvimento motor e aumento progressivo do crânio. Em crianças mais velhas, pode ocorrer uma pressão intracraniana, e por isso a constante presença de dores de cabeça.

Os sinais e sintomas mais frequentes incluem:

  • Macrocefalia (aumento do perímetro cefálico)
  • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor
  • Alterações no equilíbrio e coordenação motora
  • Convulsões em alguns casos

O que pode causar hipoplasia cerebelar e todos esses sintomas descritos são alterações hereditárias e congênitas. Ou seja, a Síndrome de Dandy-Walker tem causa genética, podendo estar associada a trissomia do 13, 18 ou 21 ou a deleções no cromossomo 3 ou 6.

Diagnóstico:

O diagnóstico pode ser realizado ainda na gestação, ou seja, por meio da ultrassonografia morfológica, sendo confirmado por exames de imagem mais específicos, como ressonância magnética de crânio, que detalham melhor as alterações da fossa posterior e estruturas cerebelares.

Tratamento e Prognóstico:

O manejo é multidisciplinar e direcionado conforme as manifestações clínicas:

  • Fisioterapia e terapia ocupacional para suporte motor;
  • Fonoaudiologia para reabilitação de funções oromotoras e linguagem;
  • Intervenção neurocirúrgica quando indicado (derivação ventrículo-peritoneal para controle da hidrocefalia).

O prognóstico é variável e depende da extensão da malformação e da presença de outras malformações associadas ou síndromes genéticas.

O acompanhamento precoce e contínuo com equipes especializadas é essencial para promover o melhor desenvolvimento possível e qualidade de vida à criança.

A Síndrome de Dandy Walker tem cura?

Não existe cura para a má formação em si da Síndrome de Dandy-Walker. No entanto, é possível controlar os sintomas e minimizar complicações da doença com os cuidados certos e especializados.

O tratamento deve ser individualizado, e isso pode incluir o controle da hidrocefalia através de cirurgias, o acompanhamento multidisciplinar e, claro, o acompanhamento genético.

O futuro da criança com a Síndrome de Dandy-Walker depende de alguns fatores:

  • Se há o diagnóstico da hidrocefalia
  • Se existem outras doenças genéticas associadas
  • Qual é o comprometimento do cerebelo
  • Acesso precoce a um acompanhamento especializado.

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O que é o Câncer?

Câncer é um tumor com crescimento descontrolado e invasivo. Ou seja, todo câncer é um tumor, mas nem todo tumor é um câncer.

O que é o Tumor?

Tumor se refere a uma “massa” de crescimento anormal em parte do corpo. Compreende-se isso como algo maligno ou benigno.

Por que eu deveria considerar o teste genético para meu filho(a) ou para mim?

As doenças raras genéticas são herdadas dos pais para os filhos. Algumas alterações são herdadas apenas de um dos pais (doenças dominantes) e outras precisam ser herdadas de ambos pais (doenças recessivas). Assim, é importantíssimo saber como a hereditariedade contribui para a ocorrência das doenças em investigação e o risco de recorrência destas doenças em outros filhos.

Como acontece o diagnóstico de doenças genéticas?

O exame genético é solicitado por algum médico ou aconselhador genético. Os testes são feitos a partir do sangue (igual os de exames de rotina) e a amostra é enviada para o laboratório qualificado.

O teste genético tem sido solicitado para confirmar erros genéticos para doenças raras que já tem tratamento medicamentoso ou de cuidado com foco na qualidade de vida. Mas, a solicitação do teste tem crescido para doenças recorrentes em famílias ou sob investigação científicas.

O exame é realizado através do sequenciamento do DNA, com a técnica de sequenciamento de nova geração (NGS), que é capaz de analisar com precisão e exatidão as sequências e identificar alterações (mutações), se houver.

A interpretação das variantes geneticas (alteracões DNA) leva em consideração os sintomas (fenotipos) que os pacientes apresentam e o conhecimento já estabelecido, pois nem toda variante encontrada está associada a doenças (patogênica). Algumas variantes (benignas) são normais e expressão apenas a nossa diversidade genética.

O exame pode demorar algum tempo até ficar pronto, semanas ou meses, depende do tipo de exame.

O que é o DNA?

DNA é uma molécula que carrega as informações genéticas que estão em todas as células do corpo humano e que são transmitidas dos pais para os filhos. Essas moléculas possuem sequências exatas e se houver alteração em alguma sequência (mutação) específica, existe a possibilidade do desenvolvimento de doenças genéticas.

O que é teste genético?

O teste genético é um exame laboratorial realizado a partir de sangue do paciente , com o objetivo de analisar o DNA do indivíduo e buscar alterações (mutações) que possam ser a causa da doença (doença monogênica) ou estar contribuindo para o desenvolvimento de doenças complexas (de múltiplas causas) cardíaca, neurológica, hematológica, oncológica